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Internacional

Catalunha: Comissão Europeia diz que violência não pode ser instrumento político

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O porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, afirmou hoje (2) que o referendo da Catalunha foi ilegal. Acrescentou, no entanto, em comunicado de imprensa feito em Bruxelas, na Bélgica, que a violência não pode ser nunca um instrumento político.

“Na Constituição espanhola, o voto de ontem na Catalunha não era legal. Para a Comissão Europeia, como o presidente Jean-Claude Juncker reiterou repetidamente, esse é um assunto interno da Espanha, que deve ser tratado em linha com a ordem constitucional espanhola”, disse Schinas.

De acordo com o porta-voz, a Comissão Europeia solicita que os atores envolvidos possam dialogar e acredita na liderança do presidente espanhol, Mariano Rajoy, na mediação desse difícil processo.

O comunicado foi feito um dia depois da polêmica votação do referendo na Catalunha, em que 90% dos eleitores votaram “sim” pela independência da região e 7,8% votaram “não”. De acordo com o governo catalão, mais de 2 milhões de pessoas votaram ontem (1º). A população da Catalunha é de 7,5 milhões de pessoas.

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Em uma declaração institucional, o presidente catalão Carles Puigdemont defendeu que a Catalunha ganhou “o direito de ser um Estado independente” após o referendo desse domingo. Já o presidente do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, declarou que “não houve um referendo” e que todos os espanhóis constataram que o Estado de Direito se mantém “forte e vigente”.

Mais de 800 pessoas ficaram feridas nos confrontos com a polícia, segundo dados do Ministério da Saúde da Catalunha.

O referendo foi monitorado por forte aparato policial. A polícia destruiu as portas e forçou a entrada em colégios eleitorais, enquanto catalães gritavam: fora com as forças de ocupação.

“Criaremos uma comissão especial para a violação dos direitos fundamentais e tomaremos ações legais até as últimas consequências. Exigimos a retirada das forças policiais do Estado que foram implantadas em um país que sempre atuou pacificamente”, afirmou Carles Puigdemont, chefe do governo catalão.


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Internacional

Metroviários franceses temem "segunda-feira negra" nos transportes

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A Sociedade Nacional de Ferrovias Francesas (SNCF) orientou os usuários a não usar seus serviços amanhã (9), antecipando o que seria uma “segunda-feira negra”, no quinto dia da greve dos metroviarios. A paralisação é por tempo indeterminado e reivindica a retirada do projeto oficial de reforma da Previdência.

“Se não comunicarmos aos nossos clientes, com muita ênfase, que eles não devem ir às estações amanhã, poderemos ter problemas de segurança”, disse o gerente-geral da rede suburbana da região de Paris, Alain Krakovitch, em relação a mais um dia de protesto contra os projetos de reforma do presidente Emmanuel Macron.

A greve deve afetar particularmente a rede SNFC, os subúrbios e a Administração Autônoma de Transporte Parisiense (RATP), que neste sábado (7) só pôde cumprir 15% de seus serviços na área suburbana, despachando apenas um em cada seis trens de alta velocidade e um em cada 10 do serviço interurbano.

O panorama deste domingo (8) mostrou 14 das 16 linhas do metrô de Paris paralisadas. Para a segunda-feira, espera-se a prestação de serviços mínimos, em nível provavelmente semelhante aos de ontem. Nesse contexto, a própria SNCF enviou mensagem de texto aos telefones celulares dos usuários, recomendando que eles “não chegassem às estações”.

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Enquanto isso, a RATP solicitou a todos os usuários que possam adiar sua viagem que o façam, devido ao “alto risco de saturação da rede”. Desde o início da greve, muitos parienses rcorrera, a bocoicletas árra ir ase locomover.

Dez linhas de metrô serão completamente fechadas e as linhas 4, 7, 8 e 9 serão severamente interrompidas. Apenas as linhas automáticas 1 e 14 funcionarão normalmente, como as linhas Orlyval, Orlybus e Roissybus.

A greve dos metroviários contra o projeto de reforma previdenciária de Macron começou quinta-feira (5). A proposta do presidente que visa unificar os mais de 40 regimes previdenciários existentes atualmente em uma única estrutura que, segundo Macron, favoreceria a igualdade entre os trabalhadores.

*Com informações da Télam e outras agências internacionais

 

Fonte: EBC
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Internacional

Hong Kong fez mais de seis mil detenções em meio ano de protestos

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A polícia de Hong Kong disse hoje (9) que fez 6.022 detenções e disparou 16 mil granadas de gás lacrimogêneo durante os protestos que se prolongam há seis meses nesta região administrativa chinesa.

Segundo autoridades locais, o número total de detidos incluiu as 11 pessoas que foram interceptadas pela polícia durante o último fim de semana e que portavam armas.

Manifestantes participam de uma marcha do Dia dos Direitos Humanos no distrito de Causeway Bay, em Hong Kong   REUTERS / Laurel Chor

Manifestantes participam de uma marcha do Dia dos Direitos Humanos no distrito de Causeway Bay, em Hong Kong –  REUTERS / Laurel Chor

A polícia suspeita que as armas seriam usadas nas manifestações de domingo (8), que reuniram milhares de pessoas de forma pacífica na ilha de Hong Kong. Hoje, 12 pessoas foram detidas por suspeita de  preparar bombas incendiárias.

O mesmo relatório indica que a polícia disparou 10 mil balas de borracha e que, desde o início dos protestos, 493 agentes ficaram feridos durante confrontos com manifestantes.

Hong Kong é há seis meses palco de manifestações iniciadas em protesto contra uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria extraditar criminosos para países sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

O governo de Hong Kong retirou a proposta, cedendo a uma das exigências dos manifestantes. Mas a decisão não foi suficiente para travar os protestos antigovernamentais em prol de democracia.

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Fonte: EBC
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