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Educação

Enem: cerca de 277 mil candidatos iniciam provas da segunda aplicação

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Brasília - Estudantes chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Estudantes chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Começou às 13h30 (horário de Brasília) a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os 277.624 candidatos que não puderam fazer as provas no início de novembro, em razão da ocupação de escolas e universidades em diversos estados. Os portões foram abertos às 12h30 e a fecharam às 13h. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), nenhum dos 23 estados que estão sediando as provas apresentou registro de problemas até o momento.

Em Brasília, o adiamento da data dividiu opiniões dos estudantes. Alguns reclamaram que a mudança trouxe mais ansiedade. “Achei que foi um pouco desnecessário, se adiou pra um, tem que adiar pra todo mundo. Fiquei um pouco mais ansiosa”, diz Edinalva Maria Santiago, 18 anos, que sonha em cursar medicina.

Já para Aline Conceição Silva, 18 anos, o tempo adiado serviu para intensificar os estudos. “Pra mim individualmente foi bom, porque os professores tiveram tempo de passar matérias que eles não tinham passado. Espero que a prova seja no mesmo nível que os outros, diz a estudante, que pretende fazer o curso de Direito.

Alguns alunos do 2° ano Ensino Médio que já tinham se inscrito no Enem para treinar, os chamados treineiros, reclamaram que a nova data coincidiu com o dia de realização da segunda etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS), da Universidade de Brasília (UnB). Carolina Carvalho Santiago, de 16 anos, está no 2°ano e fez o Enem para se preparar. Um de seus alvos é o curso de medicina da UnB. Com a mudança da data ela teve que abrir mão da prova seriada. “Estudei muito. Esse adiamento não gostei muito, porque caiu bem na data do PAS e aí você teve que escolher se ia fazer o PAS ou o Enem. E o pior que os dois você paga, então é uma perda muito grande”, reclama. A jovem afirma que seus pais recorrerão às instituições responsáveis pelas provas para conseguir uma nova oportunidade para realização da etapa da UnB, ou para pedir ressarcimento do valor pago na inscrição.

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A assessoria do Cespe, órgão responsável pela aplicação das provas da UnB, informou que os estudantes teriam que escolher e que não há a possibilidade de aplicação do exame em nova data ou ressarcimento da inscrição. O Inep reafirmou que as datas da prova foram escolhidas em conformidade com o cronograma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade pra Todos (ProUni). No caso do PAS da UnB, a assessoria lembra que a prova deste fim de semana é direcionada para alunos do 2° ano do ensino médio, perfil que ainda não está apto para ingresso no ensino superior pelo Enem.

Rio de Janeiro

No Rio, o Enem foi aplicado em três locais. Em um deles, no Centro Universitário IBMR, na Praia de Botafogo, os estudantes aguardaram do lado de fora até às 12h30, quando foram chamados para começar a entrar.

O técnico em informática Rubens de Meneses, que pretende cursar uma graduação na área de informática, considerou que o adiamento da prova lhe beneficiou, pois teve mais tempo para estudar. “Estudei cinco dias por semana. O adiamento para mim foi benéfico, deu tempo de estudar mais”, disse ele, que acredita ir melhor em história e encontrar mais dificuldades em química.

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Irmã de Rubens, Samara Rodrigues pretende conseguir uma vaga em fisioterapia. Para ela, porém, o adiamento foi pior, pois considera que ficou mais tensa. “Para mim foi pior, pois eu sou nervosa. Era melhor ter feito antes, pois aí acabava logo. Mesmo eu tendo estudado, sempre o nervosismo vai atrapalhar. Hoje o que eu estou com mais medo é de história, mas devo ir bem em química e biologia”, disse ela, que aposta em um bom resultado em redação, na prova de amanhã.

Para o professor de química Pedro César Fiortti, que estava à porta acalmando alguns alunos, o adiamento foi prejudicial, pois atrapalhou o planejamento dos estudantes. “Para a maioria não foi benéfico, pois o aluno já está preparado, vem de uma pressão enorme. Psicologicamente, eu não acredito que tenha ajudado, porque a gente já vem preparando eles para tal dia, tem todo um planejamento de aula”, disse o professor.


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Inscrições para o Sisu poderão ser feitas a partir de 21 de janeiro

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 As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) poderão ser feitas de 21 a 24 de janeiro de 2020. O calendário do processo seletivo do primeiro semestre do ano que vem foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no Diário Oficial da União. 

O resultado da seleção será divulgado no dia 28 de janeiro e a matrícula dos selecionados deverá ser feita de 29 de janeiro a 4 de fevereiro. Aqueles que não forem selecionados poderão participar da lista de espera também entre os dias 29 de janeiro e 4 de fevereiro.

O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. A seleção é feita com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar é preciso ter obtido nota acima de zero na redação do exame.

Para o primeiro semestre de 2020 valerão as notas do Enem 2019. Os resultados das provas, que foram aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro serão divulgados em janeiro na Página do Participante e no aplicativo do Enem. Para acessar, é preciso informar CPF e senha. Ao todo, 3,9 milhões de candidatos participaram de pelo menos um dia de prova do Enem.

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As regras e a quantidade de vagas que serão oferecidas no ano que vem pelo Sisu ainda não foram divulgadas. No primeiro semestre deste ano, foram ofertadas 235,5 mil vagas em 129 instituições públicas de todo o país. 

Edição: Bruna Saniele
Fonte: EBC Educação
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Projeto insere alunos da rede pública no mercado de trabalho formal

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério da Economia, inauguram nesta quarta-feira (4) o projeto de Aprendizagem Profissional Inclusiva (API), que dará a alunos da rede pública do município goiano de Cristalina oportunidade de entrar no mercado forma de trabalho de uma forma diferenciada.

O programa, cujo objetivo é facilitar a entrada de estudantes no primeiro emprego, é focado em jovens em situação de vulnerabilidade social. O projeto visa combinar aquisição de experiência de trabalho com cursos oferecidos dentro do ambiente das empresas. Esses ambientes vão preparar os jovens aprendizes para a realidade competitiva do mercado.

“Muitas vezes, apesar de terem o direito assegurado, jovens são excluídos de uma oportunidade profissional por terem déficit educacional ou não terem qualificação. [O projeto] conjuga uma parte prática com uma parte teórica, que é assegurada por treinamentos e formações estruturados pelas empresas”, afirma a coordenadora nacional do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho da OIT, Maria Cláudia Falcão.

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E o resultado da parceria é animador, diz Maria Cláudia. Os estudantes selecionados para o projeto são otimistas e já fazem planos. “Os depoimentos são emocionantes. Os estudantes sabem que estão recebendo uma oportunidade muito grande de mudar sua realidade.”

A primeira turma de aprendizes é formada por 18 jovens de 15 a 21 anos, que receberão ofertas de carreiras técnicas nas empresas. “A etapa de Cristalina servirá como um projeto piloto. Esses jovens sabem que carregam uma responsabilidade. Se o programa der certo, será levado para outros municípios interessados.”

A Aprendizagem Profissional Inclusiva é financiada por termos de ajuste de conduta firmados pelo governo de Goiás e que agora são convertidos em obras sociais de benefício público. “Sem mudar nada da legislação, conseguimos fazer um módulo inclusivo que diminui a desigualdade das oportunidades de estudo. Mas é preciso [ter] apoio das empresas também, que devem aceitar construir um ambiente propício para receber esses futuros profissionais”, afirmou Maria Cláudia.

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC Educação
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