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Sindicatos e organizações sociais cobram Lei de Emergência Social na Argentina

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Milhares de sindicalistas e lideres de organizações sociais da Argentina, marcharam nesta sexta-feira (18) ate o Congresso para exigir a aprovação da Lei de Emergência Social. A legislação, que já passou no Senado, prevê um aumento de 15% dos subsídios que o governo dá às mulheres gravidas e aos menores das famílias mais necessitadas, além da transformação de planos sociais em um milhão de empregos formais.

O governo já disse que e contra essa lei, argumentando que e inviável porque não dispõe dos recursos para implementá-la. Pelos cálculos da equipe econômica do presidente Mauricio Macri, o projeto-de-lei custaria aos cofres públicos 100 bilhões de pesos anuais (cerca de R$ 21 bilhões). Mas impedir a sua aprovação na Câmara dos Deputados ou vetá-la, caso seja aprovada, também tem um custo politico – especialmente às vésperas das eleições legislativas do próximo ano.

O ministro do Trabalho, Jorge Triaca, diz que o protesto teve motivações politicas. Ele acusou os simpatizantes da ex-presidente Cristina Kirchner de terem deixado o pais com um terço da população vivendo abaixo dos níveis de pobreza. Triaca lembra que Cristina (cujo segundo mandato consecutivo terminou em dezembro do ano passado) chegou a dizer que a pobreza na Argentina não chegava a 5% – um índice bem menor que na Alemanha. 

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O protesto foi realizado quando Macri está prestes a completar um ano no governo. Ele assumiu em dezembro do ano passado com a promessa de acabar com os controles de câmbio e com a inflação mensal de dois dígitos, que herdou de Cristina Kirchner. A ideia era adotar politicas transparentes para atrair investimentos estrangeiros, num momento em que a conjuntura internacional e desfavorável e o Brasil – um dos principais parceiros comerciais do país – atravessa forte crise.

Ate agora, o governo Macri não conseguiu cumprir as promessas de campanha. A liberação do câmbio e a redução dos impostos às exportações de grãos e carne, ainda não produziram a reativação econômica esperada pela maioria dos argentinos.

No ato de hoje em frente ao Congresso o líder sindical Carlos Acuna, da Confederação Geral do Trabalho (CGT) fez um discurso duro, dizendo a trégua com o novo governo está por acabar. “Terminaram os tempos que tinham para governar – queremos respostas agora”, disse.

Os sindicalistas ameaçam voltar às ruas em dezembro, se a Lei de Emergência Social for vetada sem que haja uma alternativa. O dirigente do poderoso sindicatos dos caminhoneiros, Pablo Moyano, disse que os trabalhadores podem até esperar a chegada dos prometidos investimentos estrangeiros. “Mas, em contrapartida, o governo deveria assegurar que não haja demissões durante seis meses”, disse. Os sindicatos querem um mecanismo que obrigue o setor privado a pagar indenização dobrada aos trabalhadores que forem demitidos nesse período.


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Biden faz apelo por vacinação; EUA não devem cumprir meta

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, e a vice-presidente Kamala Harris fizeram um apelo ontem (18) aos norte-americanos para tomarem vacina contra covid-19, visto que o país provavelmente não cumprirá as metas de imunização da Casa Branca no próximo mês, em meio a preocupações sobre uma nova variante do coronavírus.

“Ajam agora, ajam agora”, disse Biden em declarações na Casa Branca, recomendando aos não vacinados a conversar com seus familiares e amigos que tomaram a vacina e com seus médicos.

Mortes e hospitalizações estão caindo “drasticamente em lugares onde as pessoas estão sendo vacinadas”, mas não em outras áreas, afirmou Biden. “Eles (índices) estão realmente subindo em alguns lugares.”

No ritmo atual, parece improvável que os Estados Unidos atinjam a meta de Biden de fazer com que 70% dos adultos recebam pelo menos uma dose da vacina contra covid-19 até 4 de julho, feriado do Dia da Independência.

Até sexta-feira, cerca de 65% das pessoas nos EUA haviam tomado pelo menos uma dose, e essa marca aumentou menos de um ponto percentual nas últimas duas semanas.

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Esse ritmo teria que mais que dobrar nas próximas duas semanas para os Estados Unidos atingirem a meta.

A Casa Branca não fez comentários imediatos sobre a possibilidade de não atingir a meta de 4 de julho. Atualmente, apenas 15 Estados e Washington, D.C. alcançaram esse nível.

Os dados do governo dos EUA também mostram uma divisão política, com os Estados onde o ex-presidente Donald Trump venceu ficando bem atrás nas taxas de vacinação do que daqueles onde Biden venceu.

Os Estados Unidos administraram 300 milhões de vacinas contra covid-19 em 150 dias, disse uma autoridade da Casa Branca na sexta-feira.

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Policial é morto e 80 alunos são sequestrados em ataque na Nigéria

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Homens armados mataram um policial e sequestraram pelo menos 80 alunos e cinco professores em uma escola do estado nigeriano de Kebbi, informaram a polícia, moradores e um professor.

É o terceiro sequestro em massa em três meses no noroeste da Nigéria, e as autoridades culpam bandidos armados que buscam resgates.

Usman Aliyu, que leciona na escola, disse que os atiradores levaram mais de 80 alunos, a maioria meninas.

“Eles mataram um [dos policiais], entraram pelo portão e foram direto às salas de aula”, afirmou ele à Reuters.

O porta-voz da polícia de Kebbi, Nafiu Abubakar, disse que os bandidos mataram um policial durante uma troca de tiros e que também balearam um aluno, que estava recebendo tratamento médico.

A polícia ainda não havia comunicado o número de alunos desaparecidos na noite de quinta-feira (17), e um porta-voz do governador de Kebbi afirmou que a força está realizando uma contagem dos desaparecidos.

O ataque ocorreu em um colégio do governo federal da cidade remota de Birnin Yauri. Segundo Abubakar, forças de segurança estão vasculhando uma floresta próxima à procura dos alunos e professores raptados.

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Atiku Aboki, um morador que foi à escola pouco depois de os disparos terminarem, informou que viu uma cena de pânico e confusão enquanto pessoas procuravam os filhos.

Bandidos em busca de resgate já sequestraram mais de 800 alunos nigerianos em escolas desde dezembro. Alguns foram libertados e outros continuam desaparecidos.

* Ardo Hazzad, Garba Muhammed, Camillus Eboh e Angela Ukomadu – Repórteres da Reuters

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