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Economia

Endividamento das famílias cresce e atinge 58,2%

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O movimento na Rua 25 de Março, maior centro de comércio popular de São Paulo

Endividamento das famílias cresceu 0,2 ponto percentual de agosto para setembro e atingiu 58,2%Marcelo Camargo/Agência Brasil

O endividamento das famílias brasileiras aumentou 0,2 ponto percentual de agosto para setembro deste ano, atingindo 58,2%. Apesar do ligeiro crescimento, o resultado chega a ser 5,3 pontos percentuais inferior ao nível de endividamento das famílias há um ano. Em setembro de 2016 o nível era de 63,5%.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (27) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na avaliação do economista da CNC Bruno Fernandes, se por um lado “a manutenção das altas taxas de juros e a instabilidade do mercado de trabalho ampliaram o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso, tanto na comparação mensal como na anual”, por outro lado “a retração do consumo, em virtude da persistência da inflação e da contração da renda, além do elevado custo do crédito, explica a expressiva redução na comparação anual”.

Em setembro de 2015, o percentual das famílias com contas ou dívidas em atraso era de 23,1%, percentual que aumentou para 24,6% em setembro deste ano, depois de ter fechado agosto em 24,4%. Houve, portanto, aumento no percentual das famílias com contas ou dívidas em atraso tanto na comparação anual como na mensal, mantendo uma tendência de alta que vem desde o ano passado.

Inadimplência cresce

Os dados divulgados pela CNC indicam que o percentual de inadimplência é maior tanto na comparação mensal quanto na anual. Em agosto, o percentual era de 9,4%, passando a 9,6% em setembro, em ambos os casos números bem superiores aos 8,6% das famílias que se diziam inadimplentes em setembro de 2015.

Ou seja, que diziam não tinham como pagar dívidas adquiridas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

A pesquisa, no entanto, constatou que a proporção das famílias que se diziam muito endividadas diminuiu de agosto para setembro 0,2 ponto percentual, ao passar de 14,6% para 14,4%. Na comparação anual, houve um aumento neste segmento de 0,5 ponto percentual.

Em setembro, o tempo médio das contas atrasadas chegava a 63,2 dias, enquanto o tempo médio de comprometimento com essas dívidas era de 7,1 meses. Outra constatação importante: do total das famílias brasileiras endividadas, 21% estavam com mais da metade da sua renda comprometida com este tipo de pagamento.

O cartão de crédito permaneceu em setembro no topo da lista do tipo de dívida, com 76,3%, seguido do carnê (14,8%) e do financiamento de carro (10,9%).

Faixa de renda

No corte da pesquisa que avalia os grupos por faixa de renda, o aumento do percentual de famílias endividadas foi observado tanto nas que se encontram abaixo como nas que estão acima de dez salários mínimos, na comparação mensal. Já na comparação anual, houve queda em ambos os grupos pesquisados.

Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual daquelas com dívidas foi de 59,9% em setembro de 2016, ante 59,5% em agosto de 2016 e 65,1% em setembro de 2015.

Entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual das endividadas passou de 50,6%, em agosto de 2016 para 49,8% em setembro. Em setembro de 2015, o percentual de famílias com dívidas  era de 55,6%.


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Economia

Programa Brasil Mais pretende atender 200 mil empresas até 2022

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Concebido como um programa para melhorar a gestão e a produção das micro e das pequenas empresas, o Brasil Mais pretende atender 200 mil empregadores até 2022, informou o Ministério da Economia. O decreto de criação do programa foi assinado hoje (18) pelo presidente Jair Bolsonaro.

O programa usará metodologias e ferramentas de baixo custo para melhorar a capacidade de gestão e de produção, reduzir desperdício e aprimorar processos, em um cenário de transformação digital. Os setores beneficiados serão a indústria, o comércio e os serviços.

Para participar do programa, as empresas devem se cadastrar no portal Brasil Mais e responder a uma avaliação do grau de maturidade, de produtividade e de gestão. Depois dessa etapa, a companhia será encaminhada para o atendimento assistido do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no caso das indústrias, ou para o Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para as empresas dos demais setores que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.

Segundo o Ministério da Economia, o programa se baseia em experiências internacionais e em iniciativas de impacto para melhorar a produtividade das empresas. Coordenado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade da pasta, o Brasil Mais será gerido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e executado pelo Senai e pelo Sebrae.

Atendimento

O Senai atenderá indústrias de 11 a 499 funcionários. Fará a capacitação profissional, promovendo o aprendizado coletivo em grupos de seis a oito empresas, e conduzirá consultorias especializadas em práticas e tecnologias que potencializem os resultados da produção, com base nas metodologias de manufatura enxuta. Ao todo, 1,3 mil consultores atuarão em todo o país, além de professores e tutores dos cursos de capacitação, online e presenciais e equipes de suporte.

O Sebrae oferecerá orientação técnica e consultorias individuais, para que os micro e pequenos empresários aperfeiçoem habilidades e práticas gerenciais. Após um diagnóstico aprofundado da gestão da firma, será desenhado um plano de ação personalizado, com medidas de gestão e inovação. O órgão disponibilizará 1,1 mil Agentes Locais de Inovação (ALI) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para acompanhar as empresas individualmente e centenas de consultores para atendimentos especializados.

O programa terá três etapas. A primeira será a otimização, que busca reduzir desperdícios, aumentar e produtividade e estabelecer metas e indicadores para as empresas. Batizada de transformação digital, a segunda etapa estimulará o uso de tecnologias digitais para aperfeiçoar a produção e a gestão. As empresas com maturidade avançada passarão para a terceira fase, a acelerar a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 por meio de projetos pilotos. Caso a tecnologia seja bem sucedida, o método será estendido a outras empresas.

Repercussões

Em nota, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, destacou que o aumento da produtividade brasileira passa pelas micro e pequenas empresas, que concentram 99% dos negócios do país. “Acreditamos que o Brasil Mais será a porta de entrada para disseminar melhorias gerenciais e inovações tecnológicas de modo a aumentar a participação dos pequenos negócios no Produto Interno Bruto (PIB), de 27% para 40% na próxima década”, ressaltou.

Em comunicado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, informou que o programa ajudará a tornar as empresas brasileiras mais competitivas. “Acreditamos que o programa estimulará o aumento dos investimentos necessários à tão desejada retomada do desenvolvimento econômico e social do país, viabilizando a geração de mais e melhores empregos para os brasileiros”, declarou.

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC
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Economia

Mansão do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira se tornará escola de alto padrão

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Janguiê Diniz arrow-options
Rafael Bandeira/Divulgação

Empresário Janguiê Diniz transformará mansão em escola de ensino básico com proposta inovadora

O destino da mansão do ex-dono do banco Santos Edemar Cid Ferreira finalmente foi definido: se tornará uma escola de ensino básico de alto padrão

Situado no nobre bairro do Morumbi, na capital paulista, o casarão que já tinha ido a leilão três vezes sem sucesso, foi arrematado pelo  empreendedor Janguiê Diniz . O negócio foi finalizado por R$ 27,5 milhões. O lance inicial era de R$ 10 milhões e a casa chegou a ser avaliada em R$ 78 milhões.

Parceria entre Instituto Êxito e prefeitura vai beneficiar mais de 20 mil alunos

Janguiê Diniz é o fundador do  grupo Ser Educacional , que conta com mais de 60 faculdades, centros universitários e universidades. Com cerca de 200 mil alunos , o Ser Educacional é o maior grupo de ensino superior privado do Norte e Nordeste do País e está entre os maiores do Brasil.  

Ele pretende transformar o local em um centro de ensino básico “de excelência, focado no desenvolvimento da criatividade , da inovação e do empreendedorismo”, afirma o comunicado enviado ao Brasil Econômico.

Instituto Êxito firma parceria para beneficiar mais de 600 mil pessoas

Segundo a nota do empreendedor, a escola será de alto padrão e direcionada para o ensino básico, do infantil ao médio. Também usará métodos de solução de problemas reais de forma integrada para ensinar multi habilidades e desenvolver o pensamento crítico.

“O projeto, que contemplará uma educação reinventada, atrelada a propostas pedagógicas brasileiras e internacionais, terá como objetivo principal proporcionar uma formação humana integral seguindo os moldes da escola Ad Astra School , desenvolvida pelo fundador, CEO e CTO da SpaceX; CEO da Tesla Motors Elon Musk “, afirma a nota.

O imóvel

O desejo de instalar uma escola de ensino básico no coração de São Paulo não é recente e o empresário avaliou outros imóveis antes de chegar à mansão que fazia parte da massa falida do Banco Santos .

Mansão avaliada em R$ 78 milhões vai a leilão por R$ 10 mi

A casa de 8.180 m2 de terreno e 7.880 m2 de área construída , fica no tradicional bairro do Morumbi, Zona Sul da capital paulista. O projeto arquitetônico é de Ruy Ohtake, com paisagismo de Roberto Burle Marx.

Fonte: IG Economia
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