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Maior reservatório de água do agreste pernambucano entra em colapso

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O maior reservatório de água do agreste de Pernambuco entrou em colapso ontem (27). Depois de operar por dez meses com o volume morto, o nível de água na Barragem de Jucazinho, no município de Surubim, atingiu 0,01% da capacidade e, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), não oferece mais condições de captação da água para abastecimento humano.

De acordo com a Compesa, a falta de chuva na região levou ao colapso da barragem. Já são seis anos de estiagem prolongada. Quando operava normalmente, o manancial chegou a atender 15 cidades. Sua capacidade é de 327 milhões de metros cúbicos de água – é o maior reservatório operado pela companhia.

Agora, dez dos 11 municípios atualmente atendidos por Jucazinho receberão água exclusivamente por carros-pipa: Toritama, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Casinhas, Passira, Cumaru, Riacho das Almas, Salgadinho e Frei Miguelinho. Cerca de 200 mil pessoas serão afetadas. A cidade de Surumbim, que também integra Jucazinho, será atendida por uma antiga adutora de 30 quilômetros de extensão que foi reformada emergencialmente.

A adutora de Surubim capta água a partir da Barragem de Pedra Fina, em Bom Jardim. O reservatório opera atualmente com 80% de sua capacidade total. Está previsto no planejamento que as cidades de Toritama, Vertentes, Vertentes do Lério e Maria do Cumbucá também recebam água de Pedra Fina, mas o prazo para que isso ocorra não foi divulgado.

Outros três municípios já tinham sido desligados do sistema em setembro de 2015, por terem outras fontes de abastecimento: Caruaru, Bezerros e Gravatá. Em novembro do mesmo ano a Compesa passou a explorar o volume morto da barragem, quando atingiu o seu pior índice desde a inauguração, chegando a 2,18% da sua capacidade. Em julho, Santa Cruz do Capibaribe também saiu da relação de municípios atendidos por Jucazinho, quando passou a ser atendida pelo Sistema do Prata.

Segundo nota enviada pela assessoria de comunicação da Compesa, desde 2013 a vazão e a retirada de água da Barragem de Jucazinho vêm sendo monitoradas por hidrólogos do Banco Mundial, no âmbito do programa Monitor de Secas. O diretor Regional do interior, Marconi de Azevedo atribuiu o colapso à seca prolongada: “Sempre respeitamos as vazões recomendadas, tirando até menos do que era permitido, a fim de preservar Jucazinho”.

A Compesa também argumenta, na nota, que a Adutora do Agreste resolveria o problema da região. A estrutura vai usar água do Rio São Francisco para atender 68 municípios e mais de 80 distritos a partir do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.

O órgão atribui ao governo federal a responsabilidade pelo atraso das obras – praticamente paradas desde 2015 -, por não repassar os recursos necessários. Já foram investidos mais de R$ 500 milhões na adutora. Ainda restam mais R$ 700 milhões para acabar a primeira etapa do projeto.

Enquanto isso, outra obra realizada pelo Estado com R$ 60 milhões do Banco Mundial procura atender Toritama, o maior dos municípios afetados por Jucazinho, a partir de janeiro de 2017. A Adutora de Pirangi levará água da Mata Sul para o Agreste, beneficiando Caruaru e outras cidades do entorno que já são atendidas pelo Sistema do Prata. A ligação de Toritama com o sistema será feito por uma parte da Adutora do Agreste.


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Americano de origem brasileira é preso por tráfico de pessoas nos EUA

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Famílias trancadas em estrutura semelhante a uma jaula em um centro de detenção de imigrantes em McAllen, no Texas
Office of Inspector General/DHS

Famílias trancadas em estrutura semelhante a uma jaula em um centro de detenção de imigrantes em McAllen, no Texas

Um americano de origem brasileira foi preso na última quinta-feira por traficar pessoas do Brasil para os Estados Unidos. Trata-se de Fagner Chaves De Lima, de 41 anos, morador de East Hartford, em Connecticut, nos EUA.

De acordo com o Departamento de Justiça americano, Lima “dirigia um negócio que contrabandeava ilegalmente indivíduos do Brasil para os Estados Unidos”. Ele é acusado de atuar no ramo há mais de 20 anos.

Os investigadores coletaram provas contra Lima por meio de um agente disfarçado. Ele registrou conversas com o suspeitos pelo WhatsApp. Na ocasião, o policial ofereceu o pagamento de US$ 15 mil (equivalente a R$ 79,9 mil) pelos serviços de Lima, que concordou com o acordo.

Os valores seria gastos para levar do Brasil para os EUA a irmã e a sobrinha do agente disfarçado. Lima teria respondido que está envolvido com o tráfico de pessoas “há 20 anos” e consegue colocar dentro do território americano pessoas “com visto, sem visto, ou se . . .[eles] são procurados pela polícia”.

Em uma das mensagens anexadas ao processo, Lima também reconhece que o tráfico de pessoas é perigoso. Segundo o Departamento de Justiça, ele extorquiu as vítimas vulneráveis e suas famílias por mais dinheiro, até mesmo fazendo ameaças.

“Como todos sabemos, as operações de contrabando abusam, exploram e colocam em risco vítimas indefesas. O combate ao contrabando de pessoas e às redes de tráfico é uma das principais prioridades do nosso escritório. Este suposto crime é uma afronta à dignidade humana e um perigo para a segurança nacional”, disse a procuradora dos Estados Unidos Rachael S. Rollins.

Lima é acusado de organizar a viagem para clientes que entrassem ilegalmente nos Estados Unidos vindos do Brasil de avião ou ônibus. Ele também seria responsável por providenciar acomodações para as vítimas durante a viagem. Mas ainda durante a ida para os EUA, Lima já iniciava a prática de extorsão, ameaçando prejudicar as vítimas e suas famílias se não pagassem dinheiro adicional.

“O que Fagner Chaves De Lima é acusado de fazer é vergonhoso. Ao tentar contrabandear seres humanos para os Estados Unidos para seu próprio lucro financeiro e depois extorquir-lhes mais dinheiro, sob o medo de danos, ele demonstrou um desrespeito deliberado pela segurança de suas vidas e pelas leis de nosso país”, disse Joseph R. Bonavolonta, agente especial da Divisão de Boston do FBI.

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Fonte: IG Nacional

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Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia

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Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia
reprodução/pf

Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia

Em pouco mais de 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia Legal, dos quais 23 apenas nos três anos e meio do governo Jair Bolsonaro. Os mortos eram, em maioria, líderes de povos que vivem em terras indígenas homologadas pela União e se opunham a práticas criminosas como desmatamento, garimpo, tráfico de drogas e pesca ilegal. Os dados foram levantados pelo GLOBO com base nos relatórios de conflitos no campo da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Este ano, foram registrados quatro casos: três na Terra Indígena Yanomami, que sofre com garimpeiros, e um em Mato Grosso, onde o povo Kanela denunciou ameaças e invasões de comerciantes no município de Confresa. Eliseu Kanela, de 44 anos, foi morto quando seguia para o trabalho numa fazenda.

Em Rondônia, Ari Uru, de 32 anos, assassinado em 2020, denunciava a exploração ilegal de madeira na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. No Pará, Isac Tembé, 24 anos, morto em fevereiro de 2021, era professor de história e havia fundado um grupo de jovens para fortalecer a cultura do seu povo. A suspeita é de que tenha sido executado por uma milícia de uma fazenda vizinha da Terra Indígena Alto Rio Guamá, onde atuava.

Cooptação

No Maranhão, onde seis indígenas foram assassinados desde 2019, estão entre os mortos Paulo Paulino Guajajara, 26 anos, integrante do grupo Guardiões da Floresta, formado para proteger o território de invasão por madeireiros, e o professor Zezico Rodrigues Guajajara, um dos líderes da Terra Indígena Araribóia. Outra vítima foi Kwaxipuru Kaapor, 32 anos, cujo assassinato é atribuído a uma vingança de traficantes, após a destruição de uma plantação de maconha na terra indígena.

“Há silenciamento dos indígenas, e é mais grave porque estão desprovidos de aparatos de Estado”, diz Danicley de Aguiar, especialista em Amazônia do Greenpeace.

Segundo ele, indígenas são cooptados para a exploração predatória. Os que aderem passam a ganhar dinheiro e bens como voadeiras (canoas com motor), combustível. São os cooptados, alerta Danicley, que entregam ameaças aos líderes indígenas. No Tapajós, segundo o especialista, nenhum líder que enfrenta o garimpo pode andar de barco de linha ou de ônibus:

“A ameaça faz parte de um modo de agir que retira as pessoas da discussão. Entre as 37 pessoas ameaçadas por conflitos na Amazônia em 2021, segundo o Conselho Indigenista Missionário, está Txai Surui, 25 anos, a única brasileira a discursar na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP26, em Glasgow, na Escócia. Txai é filha de Almir Suruí, líder indígena de Rondônia que denuncia o desmatamento”.

Gilmara Fernandes, antropóloga indigenista e integrante do Cimi, afirma que a Amazônia sempre foi lugar de conflito, mas a violência aumentou nos últimos anos. A TI Vale do Javari, onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista e Dom Phillips foram mortos, foi atacada cinco vezes de 2019 para cá. O elemento novo, segundo ela, são as facções criminosas.

“Não há mais garimpeiros isolados e amadores. São grupos armados e financiados”, diz.

Na TI Vale do Javari, onde vivem pelo menos 18 povos isolados, lideranças indígenas já fizeram diversas denúncias de invasores. Segundo relatório do Cimi, a Associação dos Kanamari do Vale do Javari denunciou avanço do garimpo no Rio Jutaí. Mais de dez dragas atuam em área próxima à Aldeia Jarinal.

Indenização

O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União pediram ontem à Justiça Federal do Amazonas que a União pague R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos aos povos indígenas do Vale do Javari. A indenização seria por falta estrutura adequada de proteção.

Uma funcionária da Funai denunciou à polícia que, na sexta-feira, dois colombianos foram à sede da da autarquia em Ataliaia do Norte e à União dos Povos Indígenas do Vale do Javari sem se identificar e procurando informações para entrar na TI.

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Fonte: IG Nacional

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