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Campanha para multivacinação termina hoje no Rio

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A Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação, iniciada dia 19 último, termina hoje (30) no Rio de Janeiro. Mais de 200 unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde) de toda a cidade estão abertas das 8h às 17h para atender crianças e adolescentes, verificando situações vacinais e aplicando as doses necessárias.

Os objetivos principais da campanha são atualizar os esquemas vacinais básicos para os integrantes dos grupos alvos e reduzir o risco de transmissão de doenças imunopreveníveis. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lembra aos pais e responsáveis para levarem aos postos a caderneta de vacinação da criança e do adolescente, ou algum outro comprovante da situação vacinal. Os documentos serão avaliados pelas equipes de saúde e eventuais doses que não tenham sido feitas na época indicada serão aplicadas.

Segundo a SMS, estão disponíveis, para crianças menores de 5 anos que precisam completar os esquemas de imunização, as vacinas BCG, Pentavalente, Rotavírus, Pneumo 10, Meningo C, Tríplice Viral, DTP infantil, contra varicela, contra poliomielite (VIP e VOPb), contra hepatite A e contra a hepatite B, entre outras.

Vacina contra influenza

Também está sendo aplicada a segunda dose da vacina contra influenza especificamente para crianças que receberam a primeira dose durante a campanha de maio e ainda precisem completar o esquema vacinal com a segunda dose. Para o grupo de adolescentes de 9 e 14 anos, estão disponíveis as vacinas Tríplice Viral, Dupla Adulto, contra hepatite B e contra HPV, esta última específica para as meninas.

A secretaria destacou, através de nota que, devido a mudanças no esquema de vacinação contra a poliomielite, a recomendação do Ministério da Saúde para a Vacina Oral Poliomielite (VOP) é vacinar apenas as crianças que ainda não tenham completado as duas doses de reforço desta vacina. É, portanto, uma vacinação seletiva e não generalizada para a faixa etária, como ocorria em outros anos.


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Americano de origem brasileira é preso por tráfico de pessoas nos EUA

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Famílias trancadas em estrutura semelhante a uma jaula em um centro de detenção de imigrantes em McAllen, no Texas
Office of Inspector General/DHS

Famílias trancadas em estrutura semelhante a uma jaula em um centro de detenção de imigrantes em McAllen, no Texas

Um americano de origem brasileira foi preso na última quinta-feira por traficar pessoas do Brasil para os Estados Unidos. Trata-se de Fagner Chaves De Lima, de 41 anos, morador de East Hartford, em Connecticut, nos EUA.

De acordo com o Departamento de Justiça americano, Lima “dirigia um negócio que contrabandeava ilegalmente indivíduos do Brasil para os Estados Unidos”. Ele é acusado de atuar no ramo há mais de 20 anos.

Os investigadores coletaram provas contra Lima por meio de um agente disfarçado. Ele registrou conversas com o suspeitos pelo WhatsApp. Na ocasião, o policial ofereceu o pagamento de US$ 15 mil (equivalente a R$ 79,9 mil) pelos serviços de Lima, que concordou com o acordo.

Os valores seria gastos para levar do Brasil para os EUA a irmã e a sobrinha do agente disfarçado. Lima teria respondido que está envolvido com o tráfico de pessoas “há 20 anos” e consegue colocar dentro do território americano pessoas “com visto, sem visto, ou se . . .[eles] são procurados pela polícia”.

Em uma das mensagens anexadas ao processo, Lima também reconhece que o tráfico de pessoas é perigoso. Segundo o Departamento de Justiça, ele extorquiu as vítimas vulneráveis e suas famílias por mais dinheiro, até mesmo fazendo ameaças.

“Como todos sabemos, as operações de contrabando abusam, exploram e colocam em risco vítimas indefesas. O combate ao contrabando de pessoas e às redes de tráfico é uma das principais prioridades do nosso escritório. Este suposto crime é uma afronta à dignidade humana e um perigo para a segurança nacional”, disse a procuradora dos Estados Unidos Rachael S. Rollins.

Lima é acusado de organizar a viagem para clientes que entrassem ilegalmente nos Estados Unidos vindos do Brasil de avião ou ônibus. Ele também seria responsável por providenciar acomodações para as vítimas durante a viagem. Mas ainda durante a ida para os EUA, Lima já iniciava a prática de extorsão, ameaçando prejudicar as vítimas e suas famílias se não pagassem dinheiro adicional.

“O que Fagner Chaves De Lima é acusado de fazer é vergonhoso. Ao tentar contrabandear seres humanos para os Estados Unidos para seu próprio lucro financeiro e depois extorquir-lhes mais dinheiro, sob o medo de danos, ele demonstrou um desrespeito deliberado pela segurança de suas vidas e pelas leis de nosso país”, disse Joseph R. Bonavolonta, agente especial da Divisão de Boston do FBI.

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Fonte: IG Nacional

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Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia

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Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia
reprodução/pf

Em 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia

Em pouco mais de 10 anos, 43 indígenas foram assassinados na Amazônia Legal, dos quais 23 apenas nos três anos e meio do governo Jair Bolsonaro. Os mortos eram, em maioria, líderes de povos que vivem em terras indígenas homologadas pela União e se opunham a práticas criminosas como desmatamento, garimpo, tráfico de drogas e pesca ilegal. Os dados foram levantados pelo GLOBO com base nos relatórios de conflitos no campo da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Este ano, foram registrados quatro casos: três na Terra Indígena Yanomami, que sofre com garimpeiros, e um em Mato Grosso, onde o povo Kanela denunciou ameaças e invasões de comerciantes no município de Confresa. Eliseu Kanela, de 44 anos, foi morto quando seguia para o trabalho numa fazenda.

Em Rondônia, Ari Uru, de 32 anos, assassinado em 2020, denunciava a exploração ilegal de madeira na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. No Pará, Isac Tembé, 24 anos, morto em fevereiro de 2021, era professor de história e havia fundado um grupo de jovens para fortalecer a cultura do seu povo. A suspeita é de que tenha sido executado por uma milícia de uma fazenda vizinha da Terra Indígena Alto Rio Guamá, onde atuava.

Cooptação

No Maranhão, onde seis indígenas foram assassinados desde 2019, estão entre os mortos Paulo Paulino Guajajara, 26 anos, integrante do grupo Guardiões da Floresta, formado para proteger o território de invasão por madeireiros, e o professor Zezico Rodrigues Guajajara, um dos líderes da Terra Indígena Araribóia. Outra vítima foi Kwaxipuru Kaapor, 32 anos, cujo assassinato é atribuído a uma vingança de traficantes, após a destruição de uma plantação de maconha na terra indígena.

“Há silenciamento dos indígenas, e é mais grave porque estão desprovidos de aparatos de Estado”, diz Danicley de Aguiar, especialista em Amazônia do Greenpeace.

Segundo ele, indígenas são cooptados para a exploração predatória. Os que aderem passam a ganhar dinheiro e bens como voadeiras (canoas com motor), combustível. São os cooptados, alerta Danicley, que entregam ameaças aos líderes indígenas. No Tapajós, segundo o especialista, nenhum líder que enfrenta o garimpo pode andar de barco de linha ou de ônibus:

“A ameaça faz parte de um modo de agir que retira as pessoas da discussão. Entre as 37 pessoas ameaçadas por conflitos na Amazônia em 2021, segundo o Conselho Indigenista Missionário, está Txai Surui, 25 anos, a única brasileira a discursar na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP26, em Glasgow, na Escócia. Txai é filha de Almir Suruí, líder indígena de Rondônia que denuncia o desmatamento”.

Gilmara Fernandes, antropóloga indigenista e integrante do Cimi, afirma que a Amazônia sempre foi lugar de conflito, mas a violência aumentou nos últimos anos. A TI Vale do Javari, onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista e Dom Phillips foram mortos, foi atacada cinco vezes de 2019 para cá. O elemento novo, segundo ela, são as facções criminosas.

“Não há mais garimpeiros isolados e amadores. São grupos armados e financiados”, diz.

Na TI Vale do Javari, onde vivem pelo menos 18 povos isolados, lideranças indígenas já fizeram diversas denúncias de invasores. Segundo relatório do Cimi, a Associação dos Kanamari do Vale do Javari denunciou avanço do garimpo no Rio Jutaí. Mais de dez dragas atuam em área próxima à Aldeia Jarinal.

Indenização

O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União pediram ontem à Justiça Federal do Amazonas que a União pague R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos aos povos indígenas do Vale do Javari. A indenização seria por falta estrutura adequada de proteção.

Uma funcionária da Funai denunciou à polícia que, na sexta-feira, dois colombianos foram à sede da da autarquia em Ataliaia do Norte e à União dos Povos Indígenas do Vale do Javari sem se identificar e procurando informações para entrar na TI.

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Fonte: IG Nacional

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