Eleita deputada mais votada, Janaína estuda compor chapa com Botelho na AL

Eleita deputada mais bem votada de Mato Grosso no último domingo, com mais de 51 mil votos, Janaina Riva (MDB) quer ser a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa. Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, a parlamentar confirmou que tem interesse em disputar o comando do legislativo.

Janaina garante que resultado das urnas a credencia ao cargo, além do fato de pertencer a maior bancada da Assembleia. “É natural que como a deputada mais votada do Estado pense sim na Mesa Diretora em ser presidente ou ser primeira-secretária. Seria uma experiência nova. Agora com mais experiência, com partido com a maior bancada da Assembleia Legislativa, unindo com outros deputados que já caminharam comigo na legislatura passada, acho que me credencia sim a uma disputa na Assembleia, mas com muita cautela sem fazer tudo para ter a Mesa Diretoria”, declarou.

Nos bastidores, se especula que Janaína articularia uma “dobradinha” com o atual presidente, o deputado Eduardo Botelho (DEM), que seria candidato a presidência. Neste caso, ela ocuparia a primeira-secretaria, cargo que seu pai, o ex-deputado José Riva (sem partido), ocupou por vários anos.

Para chegar ao objetivo, a deputada admite até integrar a base do governador eleito Mauro Mendes (DEM). Apesar de seu partido apoiar o democrata, Janaína pediu votos para o senador Wellington Fagundes (PR), que é seu sogro, na disputa ao Governo do Estado.

Ela lembra que não foi base do governador Pedro Taques (PSDB) e que “sofreu” por conta disso, já que muitas de suas reivindicações não teriam sido atendidas. “Para mim, seria uma experiência única ser uma deputada de base governista. O objetivo do deputado é também atender aos municípios dando respaldo para aqueles que votaram em você e eu não consegui fazer isso na gestão do Pedro Taques. Eu fiquei muito mais focada no trabalho do Legislativo ali dentro do parlamento do que neste trabalho de base. Eu tive muitas dificuldades em relação aos meus trabalhos regionais”, conta.

A parlamentar citou que, na atual gestão, suas emendas não eram pagas, além das suas leis não serem regulamentadas. “É uma falta de respeito muito grande comigo e com outros deputados também. Eu gostaria agora de vivenciar o outro lado, seria uma experiência importante”, observou.

Porém, ela afirmou que, antes de definir seu posicionamento na Assembleia Legislativa, deve conversar com o governador eleito para avaliar se as prioridades dele vão ao encontro ao que pensa sobre o Estado. “Um respaldo em relação às causas dos servidores públicos seria importante, me permitisse poder participar dos diálogos, das negociações. Importante também discutir algumas pautas polêmicas como em relação à saúde, aquilo que o governador pensa como ele quer fazer, por exemplo, o enxugamento da máquina, se existe na verdade a intenção de reduzir os comissionados. São várias questões que teriam que ser discutidas antes para não chegar como deputada da base e em pouco tempo virar de oposição”, exemplificou.

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