Com 88% das urnas apuradas, Bolsonaro tem 47% e Haddad 27%


Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) lideram corrida eleitoral para a Presidência da República
iG Arte/Divulgação/Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) lideram corrida eleitoral para a Presidência da República

Com 86% das urnas apuradas, a disputa pela Presidência da República caminha para um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

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O candidato Bolsonaro  lidera a disputa com 47,35% dos votos, contra 27,55% do candidato petista, que se mantém à frente de Ciro Gomes (PDT), com 12,46%. Em seguida aparecem Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,94%; João Amoêdo (Novo), com 2,68%; Henrique Meirelles (MDB), com 1,22%; Cabo Daciolo (Patriota), com 1,22%; Marina Silva (Rede), com 1%; e Alvaro Dias (Podemos), com 0,86%.

Guilherme Boulos (Psol) tem 0,59%; Vera Lúcia (PSTU), 0,05%; Eymael (DC), 0,04%; e João Goulart Filho (PPL), 0,03%.

O resultado salienta a polarização entre forças anti-PT e anti-Bolsonaro, que deram o tom de toda a campanha eleitoral.Caso o segundo turno se confirme, os dois candidatos precisarão lidar com elevados índices de rejeição e uma sociedade dividida entre o ódio ao Partido dos Trabalhadores e o medo do deputado federal.

De acordo com as últimas pesquisas, Bolsonaro lidera no segundo turno, mas sempre dentro da margem de erro.

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O resultado também marca o derretimento de figuras tradicionais e até então populares da política brasileira, a começar por Marina Silva (Rede).

Dona de mais de 22 milhões de votos nas eleições de 2014, a ex-ministra do Meio Ambiente surgia na pré-campanha como principal candidata a desafiar Bolsonaro em um cenário sem Lula, mas não conseguiu cativar o eleitorado com sua proposta de terceira via.

Após a confirmação de Haddad na disputa, o que se viu foi uma ininterrupta desidratação de Marina, que perde, por enquanto, para candidatos como Daciolo e Amoêdo e corre o risco de ficar sem relevância no cenário nacional.

Alckmin também sai menor do que entrou em sua segunda corrida presidencial. O preferido do “centrão” passa por pouco dos 5% dos votos, apesar de ter dominado metade do tempo destinado aos candidatos na propaganda eleitoral em rádio e TV.

Parte de seus aliados abandonou a campanha antes mesmo do fim, aderindo ao ascendente Bolsonaro. O posicionamento do PSDB no segundo turno permanece uma incógnita, e analistas cogitam até um “racha” entre caciques do partido, como Fernando Henrique Cardoso e Tasso Jereissati, e as alas mais jovens.

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Amoêdo, por sua vez, colocou o partido Novo, surgido na esteira dos protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, à frente de nomes mais tradicionais, como Marina, ou com campanhas mais caras, como a de Henrique Meirelles. A legenda ainda pode ter uma oportunidade de mostrar rapidamente como seria no poder, caso vença o segundo turno em Minas Gerais com Romeu Zema.

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