Boulos declara apoio a Haddad, Ciro diz só “ele não” e Alckmin decide na terça


Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) disputarão segundo turno da corrida eleitoral para a Presidência
iG Arte/Divulgação/Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) disputarão segundo turno da corrida eleitoral para a Presidência

Guilherme Boulos (PSOL) foi o primeiro dos 11 presidenciáveis derrotados nas urnas neste domingo (7) a declarar apoio a um candidato no segundo turno. Dono de pouco mais de 615 mil votos, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) disse que apoiará o petista  Fernando Haddad na disputa com o candidato Jair Bolsonaro (PSL) agendada para o dia 28.

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“Fizemos uma campanha de cabeça erguida e plantamos sementes para o futuro. Agradecemos a todos que depositaram seus sonhos nas urnas votando 50. Agora estaremos nas ruas para derrotar o fascismo e eleger quem representa a democracia no segundo turno : Fernando Haddad”, declarou Boulos por meio de sua conta no Twitter.

Terceiro colocado na votação deste domingo, com mais de 13,3 milhões de votos, o candidato Ciro Gomes (PDT) se disse em meio a “muita angústia” diante do resultado das urnas. O pedetista não confirmou se subirá em palanque de Haddad , mas garantiu que Bolsonaro não terá seu apoio. “Eu represento um conjunto muito grande de forças. Vou seguir o meu espírito, que é lutar em defesa da democracia e contra o fascismo. Ele não, sem dúvida”, declarou o pedetista, fazendo menção ao mote que guiou protestos contra Bolsonaro.

Já o candidato Geraldo Alckmin , que terminou a corrida eleitoral com 4,7% dos votos, disse que vai reunir a executiva do PSDB (partido do qual ele é presidente) para definir se algum dos candidatos receberá o apoio tucano. “Vamos fazer uma avaliação do processo eleitoral e também tomar posição em relação ao segundo turno [da disputa presidencial] e ao segundo turno nos demais estados. E também fazer avaliação política do quadro mais geral”, afirmou o ex-governador paulista.

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A candidata Marina Silva (Rede), que caiu na segunda metade da campanha e terminou a disputa com somente 1% dos votos válidos, lamentou ter “caído mais uma vez” na “velha polarização”. “As candidaturas que não estavam nesses pólos tóxicos acabaram sofrendo esvaziamento em função do voto útil”, comentou.  “Independentemente de quem seja o vencedor, nós estaremos na oposição. Porque é a única forma de quebrar esse círculo vicioso”, disse Marina, acrescentando que “não tem nenhuma identificação” com Haddad ou Bolsonaro.

Os demais candidatos não se manifestaram até o momento a respeito de eventual apoio aos candidatos que avançaram ao
segundo turno da eleição.


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