Preço dos imóveis se mantém estável em setembro, aponta FipeZap


O comportamento do preço de venda de imóveis não foi homogêneo entre as cidades monitoradas: apenas oito registraram aumento mensal de preço acima de +0,10%
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O comportamento do preço de venda de imóveis não foi homogêneo entre as cidades monitoradas: apenas oito registraram aumento mensal de preço acima de +0,10%

O Índice FipeZap, que monitora a variação do preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras, encerrou o mês de setembro próximo da estabilidade, com queda de 0,03% em relação a agosto. A inflação esperada para o mês é de 0,41%, segundo Boletim Focus divulgado na última segunda-feira (1º).

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Assim como aconteceu em agosto, o comportamento do preço de  venda de imóveis  não foi homogêneo entre as cidades monitoradas pelo indicador. Apenas oito dos 20 municípios analisados registraram aumento mensal de preço acima de +0,10%, com altas mais expressivas em Florianópolis (0,55%), Salvador (0,49%) e Santos (0,36%), no litoral paulista.

Em contrapartida, outras oito cidades observadas pelo FipeZap apresentaram queda nominal – isto é, que não leva em consideração a inflação do período – inferior a -0,10%. Os maiores recuos nos preços foram anotados em Porto Alegre (-0,36%), Rio de Janeiro (-0,35%) e Curitiba (-0,26%).

De acordo com o indicador, o valor médio de venda de imóveis nas cidades estudadas foi de R$ 7.525/m². Mesmo com a queda nos preços, o Rio de Janeiro se manteve como o município com o metro quadrado mais elevado do país (R$ 9.461/m²), seguido por São Paulo (R$ 8.806/m²) e Distrito Federal (R$ 7.787/m²), que é avaliado como se fosse uma cidade só.

Os menores preços médios foram encontrados em Contagem (R$ 3.517/m²), Goiânia (R$ 4.177/m²) e Vila Velha (R$ 4.685/m²).

Balanço parcial de 2018


De janeiro a setembro, segundo o FipeZap, o preço médio de venda de imóveis residenciais recuou 0,32% em termos nominais, o que corresponde a uma queda real de 3,48%
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De janeiro a setembro, segundo o FipeZap, o preço médio de venda de imóveis residenciais recuou 0,32% em termos nominais, o que corresponde a uma queda real de 3,48%

De janeiro a agosto, segundo o FipeZap, o preço médio de venda de imóveis residenciais recuou 0,32% em termos nominais, o que, considerando a inflação de 3,27% acumulada no período, corresponde a uma queda real de 3,48%.

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Individualmente, 11 das 20 cidades monitoradas registraram queda nominal nos valores de venda. Destas, pelo segundo mês consecutivo, se destacaram Rio de Janeiro (-2,99%), Niterói (-2,68%) e Fortaleza (-1,27%).

Outros nove municípios apresentaram variação acima de 0,10% e acumularam alta mais expressiva em 2018. São Caetano do Sul lidera com 2%, seguido por Goiânia (1,70%) e São Paulo (1,53%), que apenas trocaram de posição em relação ao mês passado.

Venda de imóveis nos últimos 12 meses


Dentre os municípios em que houve aumento nominal do preço de venda de imóveis, as maiores variações foram registradas em São Caetano do Sul (2,86%), Vitória (2,74%) e Goiânia (2,71%)
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Dentre os municípios em que houve aumento nominal do preço de venda de imóveis, as maiores variações foram registradas em São Caetano do Sul (2,86%), Vitória (2,74%) e Goiânia (2,71%)

Entre setembro de 2017 e setembro de 2018, o Índice FipeZap apontou recuo nominal de 0,28% no preço de venda dos imóveis residenciais. Nesse intervalo de tempo, oito das 20 cidades pesquisadas apresentaram queda nos valores, lideradas por Rio de Janeiro (-4,03%), Niterói (-3,30%) e Santos (-1,36%).

Dentre os municípios em que houve aumento nominal do preço dos imóveis, as maiores variações foram registradas em São Caetano do Sul (2,86%), Vitória (2,74%) e Goiânia (2,71%).

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Todas as cidades analisadas registraram variação de preço inferior à inflação acumulada nos últimos 12 meses (4,45%). Como resultado, o Índice FipeZap registra queda real de 4,54% no período.

Preço por bairro


No Rio de Janeiro, os bairros que registraram maior preço médio de venda de imóveis foram Leblon (R$ 20.462/m²), Ipanema (R$ 18.955/m²) e Lagoa (R$ 16.216/m²)
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No Rio de Janeiro, os bairros que registraram maior preço médio de venda de imóveis foram Leblon (R$ 20.462/m²), Ipanema (R$ 18.955/m²) e Lagoa (R$ 16.216/m²)

São Paulo (SP)

Mais caros: Cidade Jardim (R$ 21.529/m²), Vila Nova Conceição (R$ 17.778/m²), Vila Olímpia (R$ 13.764/m²), Itaim Bibi (R$ 13.610/m²) e Jardins (R$ 12.455/m²)

Mais baratos: São Miguel Paulista (R$ 4.327/m²), Itaquera (R$ 4.247/m²), Artur Alvim (R$ 4.036/m²), Itaim Paulista (R$ 3.953/m²), e Cidade Tiradentes (R$ 3.648/m²)

Rio de Janeiro (RJ)

Mais caros: Leblon (R$ 20.462/m²), Ipanema (R$ 18.955/m²), Lagoa (R$ 16.216/m²), Gávea (R$ 15.920/m²) e Jardim Botânico (R$ 14.708/m²)

Mais baratos: Paciência (R$ 2.593/m²), Cavalcanti (R$ 2.562/m²), Anchieta (R$ 2.492/m²), Coelho Neto (R$ 2.358/m²) e Pavuna (R$ 2.346/m²)

Belo Horizonte (MG)

Mais caros: Savassi (R$ 11.404/m²), Santo Agostinho (R$ 10.741/m²), Funcionários (R$ 10.365/m²), Lourdes (R$ 9.551/m²) e Belvedere (R$ 9.201/m²)

Mais baratos: Jaqueline (R$ 2.974/m²), Jardim Leblon (R$ 2.885/m²), Solimões (R$ 2.792/m²), Serra Verde (R$ 2.700/m²) e Ribeiro de Abreu (R$ 2.374/m²)

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Vitória e Vila Velha (ES)

Mais caros: Barro Vermelho (7.097/m²), Mata da Praia (R$ 6.963/m²), Praia do Canto (R$ 6.631/m²), Enseada do Suá (R$ 6.284/m²) e Morada de Camburí (R$ 5.825/m²)

Mais baratos: Boa Vista (R$ 2.504/m²), Jockey de Itaparica (R$ 2.455/m²), Centro (R$ 2.436/m²), Vale Encantado (R$ 2.397/m²) e Riviera da Barra (R$ 2.024/m²)

Porto Alegre (RS)

Mais caros: Três Figueiras (R$ 10.272/m²), Pedra Redonda (R$ 9.104/m²), Bela Vista (R$ 8.238/m²), Moinhos de Vento (R$ 8.198/m²) e Mont’Serrat (R$ 7.384/m²)

Mais baratos: Navegantes (R$ 3.433/m²), Mário Quintana (R$ 3.369/m²), Rubem Berta (R$ 3.254/m²), Lomba do Pinheiro (R$ 3.225/m²) e Restinga (R$ 2.707/m²)

Curitiba (PR)

Mais caros: Campina do Siqueira (R$ 7.251/m²), Batel (R$ 7.149/m²), Alto da Glória (R$ 7.146/m²), Mercês (R$ 6.982/m²) e Hugo Lange (R$ 6.790/m²)

Mais baratos: Sítio Cercado (R$ 3.220/m²), Barreirinha (R$ 3.125/m²), Cachoeira (R$ 2.904/m²), Campo de Santana (R$ 2.833/m²) e Tatuquara (R$ 2.797/m²)

Florianópolis (SC)

Mais caros: Jurerê Internacional (R$ 9.264/m²), Jurerê (R$ 8.526/m²), Agronômica (R$ 8.283/m²), Centro (R$ 7.821/m²) e Lagoa (R$ 7.245/m²)

Mais baratos: Capoeiras (R$ 4.219/m²), Carianos (R$ 4.173/m²), Vargem do Bom Jesus (R$ 3.518/m²), Vargem Grande (R$ 2.534/m²) e Rio Vermelho (R$ 1.996/m²)

Recife (PE)

Mais caros: Pina (R$ 7.433/m²), Jaqueira (R$ 7.119/m²), Poço (R$ 6.920/m²), Rosarinho (R$ 6.531/m²) e Boa Viagem (R$ 6.352/m²)

Mais baratos: Iputinga (R$ 4.138/m²), Derby (R$ 4.093/m²), Cordeiro (R$ 3.943/m²), Engenho do Meio (R$ 3.815/m²) e Tejipió (R$ 3.414/m²)

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Fortaleza (CE)

Mais caros: Meireles (R$ 7.627/m²), Mucuripe (R$ 7.167/m²), Guararapes (R$ 6.889/m²), Salinas (R$ 6.857/m²) e Praia de Iracema (R$ 6.700/m²)

Mais baratos: Mondubim (R$ 2.971/m²), Prefeito José Walter (R$ 2.812/m²), José de Alencar (R$ 2.639/m²), Jangurussu (R$ 2.527/m²) e Bela Vista (R$ 2.205/m²)

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